quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Prisão de assessores de ex-prefeito completa três anos nesta sexta-feira (30)

Lucas Ribeiro

Uma megaoperação do Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, e da Polícia Civil prendeu três pessoas há três anos acusadas de envolvimento em esquema de fraude em licitações na Prefeitura de Monte Aprazível. 

Entre os presos em Monte está o chefe de gabinete da prefeitura, o motorista do ex-prefeito Wanderley Sant’Anna (PTB), João Rodrigues da Silva Júnior, e o engenheiro aposentado da Secretaria de Obras do município Edson Maurício Senhorini. 

Naquela época, segundo o promotor do Gaeco João Santa Terra Júnior, que comandou a operação, licitações na modalidade carta-convite (até R$ 8 mil) eram fraudadas para beneficiar determinadas empresas. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em casas e firmas de Monte Aprazível, Tanabi e Rio Preto. 

De acordo com o promotor Santa Terra, o prefeito Sant’Anna é um dos investigados, embora, segundo ele, não haja até agora indícios de participação dele no esquema. “Pela análise dos documentos vamos verificar se há ou não a participação do prefeito”, disse. 

Participaram da operação dez promotores e 65 policiais civis da região, incluindo o Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) e o Grupo de Operações Especiais (GOE). No início da manhã, a rua de acesso à prefeitura foi bloqueada por policiais fortemente armados. O prédio da prefeitura ficou fechado o dia todo, enquanto os promotores, técnicos da Polícia Científica e da Secretaria de Estado da Fazenda vasculhavam documentos e computadores da administração pública, na época, com apuração de Jornais da Região o computador do gabinete de Sant’Anna também foi alvo da operação e teve o HD copiado. 

Enquanto isso, do lado de fora, uma multidão de mais de cem pessoas acompanhava a movimentação. Por volta das 15 horas, um carro da polícia levou pilhas de documentos para o Fórum da cidade. Não foi necessário levar os computadores - um programa desenvolvido pela Fazenda estadual permite copiar todo o conteúdo das máquinas sem alterá-lo. 

Peritos da Polícia Científica permaneceram no prédio da prefeitura até as 18 horas do dia 30 de Agosto de 2010. Segundo Santa Terra, entre as licitações investigadas está a que resultou na compra de dois semáforos, que custaram R$ 69,5 mil, enquanto o preço real seria de R$ 14,7 mil. O caso já é alvo de dois inquéritos, civil e criminal. 

O Gaeco vinha investigando o esquema há três meses antes da prisão em 2010, de acordo com Santa Terra. As prisões, decretadas pelo juiz da 2ª Vara de Monte Aprazível, Leonardo Grecco, foram temporárias, válidas por cinco dias. Todos os três ficaram detidos na carceragem da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto. 

O ex-prefeito Wanderley Sant'Anna, disse estar “tranqüilo” em relação às investigações e após as apreensões de documentos e cumprimentos dos mandados de prisão, na época os promotores começaram a ouvir funcionários da prefeitura no salão de júri do Fórum, a portas fechadas.

Até o momento os acusados estão sendo citados pela justiça para apresentar defesas conforme a Constituição Federal, até o desfecho dos processos (trânsito em julgado), presume-se que os envolvidos não inocentes.

O mesmo se repetiu em abril de 2013

Na manhã da terça-feira (09) de abril, o Gaeco, a Promotora Dra. Eliane, juntamente com um oficial de Justiça adentrou na prefeitura de Monte Aprazível para buscar documentos que comprovam fraude em licitações dos anos de 2008 á 2012, época em que o prefeito era o Wanderley Sant’Anna.  

Os contratos suspeitos de fraude firmados com as prefeituras da região noroeste paulista, somam mais de 1 bilhão de reais, segundo o Ministério Público, o órgão em parceria com a Policia Federal, com o Gaeco, deflagrou a “Operação Fratele” que investiga fraude em licitações publicas em mais de 80 cidades da região.


Jorge Mendes, ex vereador, é autor da maioria das ações movidas contra os assessores citados nos processos. Recentemente, Mendes enviou para a Câmara Municipal de Monte Aprazível, um oficio, falando dos processos no qual ele se refere, e que na época foram ignorados pela casa. Jorge quer que seja dado ciência aos atuais vereadores, sobre a distribuição das respectivas Ações na Justiça.

Em toda a região o caso foi noticiado veja:





Mais ações:

Abaixo, você verá os processos em andamentos na comarca de Monte Aprazível, do ex-prefeito e seus assessores (legislatura de 2005-2012), e demais empresas envolvidas em suposta fraudes em licitações.













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