Lucas Ribeiro
Uma megaoperação do Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o
crime organizado, e da Polícia Civil prendeu três pessoas há três anos acusadas
de envolvimento em esquema de fraude em licitações na Prefeitura de Monte
Aprazível.
Entre os presos em Monte está o chefe de gabinete da prefeitura, o
motorista do ex-prefeito Wanderley Sant’Anna (PTB), João Rodrigues da Silva
Júnior, e o engenheiro aposentado da Secretaria de Obras do município Edson
Maurício Senhorini.
Naquela época, segundo o promotor do Gaeco João Santa Terra Júnior, que
comandou a operação, licitações na modalidade carta-convite (até R$ 8 mil) eram
fraudadas para beneficiar determinadas empresas. Foram cumpridos 12 mandados de
busca e apreensão em casas e firmas de Monte Aprazível, Tanabi e Rio
Preto.
De acordo com o promotor Santa Terra, o prefeito Sant’Anna é um dos
investigados, embora, segundo ele, não haja até agora indícios de participação
dele no esquema. “Pela análise dos documentos vamos verificar se há ou não a
participação do prefeito”, disse.
Participaram da operação dez promotores e 65 policiais civis da região,
incluindo o Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) e o Grupo de Operações
Especiais (GOE). No início da manhã, a rua de acesso à prefeitura foi bloqueada
por policiais fortemente armados. O prédio da prefeitura ficou fechado o dia
todo, enquanto os promotores, técnicos da Polícia Científica e da Secretaria de
Estado da Fazenda vasculhavam documentos e computadores da administração
pública, na época, com apuração de Jornais da Região o computador do gabinete
de Sant’Anna também foi alvo da operação e teve o HD copiado.
Enquanto isso, do lado de fora, uma multidão de mais de cem pessoas
acompanhava a movimentação. Por volta das 15 horas, um carro da polícia levou
pilhas de documentos para o Fórum da cidade. Não foi necessário levar os
computadores - um programa desenvolvido pela Fazenda estadual permite copiar
todo o conteúdo das máquinas sem alterá-lo.
Peritos da Polícia Científica permaneceram no prédio da prefeitura até
as 18 horas do dia 30 de Agosto de 2010. Segundo Santa Terra, entre as
licitações investigadas está a que resultou na compra de dois semáforos, que
custaram R$ 69,5 mil, enquanto o preço real seria de R$ 14,7 mil. O caso já é
alvo de dois inquéritos, civil e criminal.
O Gaeco vinha investigando o esquema há três meses antes da prisão em
2010, de acordo com Santa Terra. As prisões, decretadas pelo juiz da 2ª Vara de
Monte Aprazível, Leonardo Grecco, foram temporárias, válidas por cinco dias.
Todos os três ficaram detidos na carceragem da Delegacia de Investigações
Gerais (DIG) de Rio Preto.
O ex-prefeito Wanderley Sant'Anna, disse estar “tranqüilo” em relação às
investigações e após as apreensões de documentos e cumprimentos dos mandados de
prisão, na época os promotores começaram a ouvir funcionários da prefeitura no
salão de júri do Fórum, a portas fechadas.
Até o momento os acusados estão sendo citados pela justiça para apresentar defesas conforme a Constituição Federal, até o desfecho dos processos (trânsito em julgado), presume-se que os envolvidos não inocentes.
Até o momento os acusados estão sendo citados pela justiça para apresentar defesas conforme a Constituição Federal, até o desfecho dos processos (trânsito em julgado), presume-se que os envolvidos não inocentes.
O mesmo se repetiu em
abril de 2013
Na manhã da terça-feira
(09) de abril, o Gaeco, a Promotora Dra. Eliane, juntamente com um oficial de
Justiça adentrou na prefeitura de Monte Aprazível para buscar documentos que
comprovam fraude em licitações dos anos de 2008 á 2012, época em que o prefeito
era o Wanderley Sant’Anna.
Os contratos suspeitos de fraude firmados com as prefeituras da região noroeste paulista, somam mais de 1 bilhão de reais, segundo o Ministério Público, o órgão em parceria com a Policia Federal, com o Gaeco, deflagrou a “Operação Fratele” que investiga fraude em licitações publicas em mais de 80 cidades da região.
Os contratos suspeitos de fraude firmados com as prefeituras da região noroeste paulista, somam mais de 1 bilhão de reais, segundo o Ministério Público, o órgão em parceria com a Policia Federal, com o Gaeco, deflagrou a “Operação Fratele” que investiga fraude em licitações publicas em mais de 80 cidades da região.
Jorge Mendes, ex vereador, é autor da maioria das ações
movidas contra os assessores citados nos processos. Recentemente, Mendes enviou
para a Câmara Municipal de Monte Aprazível, um oficio, falando dos processos no
qual ele se refere, e que na época foram ignorados pela casa. Jorge quer que
seja dado ciência aos atuais vereadores, sobre a distribuição das respectivas
Ações na Justiça.
Em toda a região o
caso foi noticiado veja:
Mais ações:
















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